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Thiago Braz ganha o bronze em Tóquio, após cinco anos longe da elite do salto com vara

Campeão nos Jogos do Rio, em 2016, com direito a recorde olímpico, brasileiro superou resultados ruins, lesões, trocas de treinadores e perda de patrocínios.

03/08/2021 às 22h15
Por: Vitor Carvalho Fonte: g1.globo.com
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Thiago Braz ganha o bronze em Tóquio, após cinco anos longe da elite do salto com vara


Thiago Braz ganha o bronze em Tóquio, após cinco anos longe da elite do salto com vara

O paulista de Marília Thiago Braz, campeão olímpico do salto com vara em 2016, conquistou o bronze em Tóquio.

A reviravolta começou a ser desenhada durante o sono. “Dois dias atrás eu tinha sonhado que tinha pego a medalha de bronze. Eu olhei no peito e não gostei muito, porque eu queria a de ouro”, disse Thiago Braz.

Essa é uma revelação importante, porque se o Thiago Braz estava pensando em ouro, algo especial havia renascido dentro dele.

Era aquela confiança inabalável, que o levou a superar todos os rivais e vencer o salto com vara nos Jogos do Rio, em 2016, com direito a recorde olímpico. Algo marcante, e que se perdeu rápido. Depois daquela edição, a aura de atleta imbatível desapareceu.

Resultados ruins, lesões, trocas de treinadores, perda de patrocínios. Foram cinco anos difíceis, que o deixaram bem distante da elite do salto com vara. Mas Thiago tinha uma crença: nada disso faria diferença na final olímpica. Era a chance da redenção, e o brasileiro tratou de agarrá-la.

Tudo com paciência, etapa por etapa: 5,55m, 5,70m, 5,80m. Veio então o momento-chave: o brasileiro chegou a tocar no sarrafo, mas ele caprichosamente não caiu: 5,87m, a melhor marca dele desde julho de 2019.

“Eu tinha uma certeza interna, que com 87 era medalha, seguro”, contou.

E deu certo. A confirmação veio num erro do francês Renaud Lavinellie, aquele mesmo da prata no Rio, que reclamou do público na premiação.

“Uma resiliência. Em cinco anos, nada foi fácil para mim. Mas eu me superei, ganhei essa medalha, estou trazendo para o Brasil. Com toda felicidade e orgulho no peito”, disse o medalhista brasileiro.

O americano Christopher Nielsen ficou com a prata. O recordista mundial Armand Duplantis, da Suécia, levou o ouro. Importante: o campeão saltou um centímetro a menos do que o recorde olímpico de Thiago.

Sim, nem isso o brasileiro perdeu. Mais do que um lugar no pódio, a noite em Tóquio foi de reencontros. Do Brasil com o salto com vara, e de Thiago Braz com a própria história.

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