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Senado vai avaliar MP que adia prazo para acessibilidade obrigatória em cinemas

O Senado deve examinar em breve a Medida Provisória 1.025/2020, que prorroga até 1º de janeiro de 2023 o prazo para todas as salas de cinema do paí...

27/05/2021 09h20
Por: Carlos Eduardo Borges Fonte: Agência Senado
Com a medida provisória, prazo de adaptação das salas de exibição é adiado para 2023 - Hmenon Oliveira
Com a medida provisória, prazo de adaptação das salas de exibição é adiado para 2023 - Hmenon Oliveira

O Senado deve examinar em breve a Medida Provisória 1.025/2020, que prorroga até 1º de janeiro de 2023 o prazo para todas as salas de cinema do país oferecerem recursos de acessibilidade a pessoas com deficiência visual e auditiva. O texto foi aprovado nesta quarta-feira (26) pela Câmara dos Deputados.

A exigência para esse tipo de adaptação nos cinemas está prevista na Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146, de 2015). De acordo com o texto, as salas de exibição devem contar com espaços livres e assentos para pessoa com deficiência e recursos como língua brasileira de sinais (Libras) e a audiodescrição.

Originalmente, a regra deveria entrar em vigor em janeiro de 2020, pois a lei concedeu prazo inicial de quatro anos para essa adaptação, com vigência de todo o texto começando depois de 180 dias de sua publicação, ocorrida em julho de 2015. Porém, em 31 de dezembro de 2019, o presidente Jair Bolsonaro editou MP adiando a regra para 1º de janeiro de 2021. Esta é a segunda prorrogação, que leva o prazo para 1º de janeiro de 2023.

A relatora da matéria na Câmara, deputada Greyce Elias (Avante-MG), apresentou parecer favorável ao texto encaminhado pelo governo. Segundo a Presidência da República, a MP se faz necessária em razão das medidas restritivas e do fechamento das salas de cinema provocados pela pandemia de covid-19, o que prejudicou o faturamento do setor em 2020.

Segundo o Ministério do Turismo, se o prazo de adaptação não fosse prorrogado, de 50% a 70% do parque exibidor nacional se tornaria irregular em 2021. De acordo com o governo, a aplicação das sanções poderia aprofundar ainda mais os problemas vivenciados pelo segmento em virtude da pandemia.

Com Agência Câmara

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